Que restè-t-il de nos amour
Eu a reencontrei!
Aliás, ela me achou.
Tudo voltou à minha mente, como um turbilhão.
Tentamos nos controlar, mas foi inútil.
Tentei raciocinar, mas foi em vão.
Parei de lutar contra esse amor, um amor intenso, brasa de um fogo que julgava extinto. Ainda arde. Um pequeno sopro e virou labareda, incontrolável.
Levou minha razão.
Não sou mais dono de mim.
Decidimos viver juntos. Enfrentar as pressões. Filhos, casamentos, pais, famílias, amigos, carreiras..., jogamos tudo para o alto.
Loucura!
Loucura de amor.
Não posso mais viver sem ela. Eu a reencontrei. Agora ela é minha!
Não importa os dissabores do passado. Passei por cima disso, aliás, atropelei. Meus filhos já são grandes, compreenderão.
Se não, uma boa terapia resolverá.
A esposa, coitada, é a vítima. Mas também, não posso apenas me preocupar com ela. Tenho que viver o meu tarô. Ela que viva o dela.
Na vida tudo passa, menos aquilo que a gente não fez, e a vida me deve essa loucura.

