Tuesday, October 30, 2007

Que restè-t-il de nos amour

Eu a reencontrei!

Aliás, ela me achou.

Tudo voltou à minha mente, como um turbilhão.

Tentamos nos controlar, mas foi inútil.

Tentei raciocinar, mas foi em vão.

Parei de lutar contra esse amor, um amor intenso, brasa de um fogo que julgava extinto. Ainda arde. Um pequeno sopro e virou labareda, incontrolável.

Levou minha razão.

Não sou mais dono de mim.

Decidimos viver juntos. Enfrentar as pressões. Filhos, casamentos, pais, famílias, amigos, carreiras..., jogamos tudo para o alto.

Loucura!

Loucura de amor.

Não posso mais viver sem ela. Eu a reencontrei. Agora ela é minha!

Não importa os dissabores do passado. Passei por cima disso, aliás, atropelei. Meus filhos já são grandes, compreenderão.

Se não, uma boa terapia resolverá.

A esposa, coitada, é a vítima. Mas também, não posso apenas me preocupar com ela. Tenho que viver o meu tarô. Ela que viva o dela.

Na vida tudo passa, menos aquilo que a gente não fez, e a vida me deve essa loucura.

Ligação


Um lago profundo, de águas calmas, frias e escuras. Me falam de paz. Me falam de emoções ocultas, não percebidas. Me falam de sexo, de amor, de desejo, de fluidos e... de sexo.

Conectar-me com meu EU divino, superior e cósmico. Ligar-me ao cosmo, ao universo, ao todo. O todo Hermético. Aquele em que o que está por cima está por baixo e o que está por baixo está por cima.

Cima! Cima do muro, da árvore, de você. E você de mim, vivendo nossos fluidos, pelos veios, pelas veias e pelos pêlos.

Celebração! Da vida, da morte e da vida nova. Viva a vida. Vida fluida, com cheiro, textura e gosto. Gosto do gozo. Gozo da vida. Vida do amor. O átimo do gozo. O Gozo do amor.

Monday, October 29, 2007

o sem fim

O que está em cima está em baixo.
O que está em baixo está em cima.
O mesmo se dá de frente para trás.
Consciente do pesadelo envolto pelo véu púrpura do chocalho, distante de nós mesmos, alertas quanto ao fogo, crepita sonolento nos prados e savanas de uma mente duradoura.
Não sabendo a que veio, absolutamente resoluto, partiu para a paixão veemente, como no luto do artista errante.
Não que céus e terras contem, mas o lábaro abate a sertaneja, vidente viva e saliente, arfada nas magias do encantado.
Princesa lúdica e dormente, pretende a mão do litigante.
Conforme anda a carruagem, fumaça se espalha no distante.
Solapa o chão mal educado, na mira do farsante comandante, de peito aberto o berrante, no chão, no barro, na lama nojenta.
Sopra a lira lancinante, comporta o peito machucado, da negra fria extenuante, completa o tom da madrugada.
Linda princesa Colombina,
Tapera da terra latina,
Luz do caboclo sofredor, mãe do mameluco obrador,
Cinzel no crepúsculo do andor.
Dor do ocaso, do acaso e do penhor,
Pensão da solidão da família e do amor.
Lasca rumilhante da urina cristalina, fedentina e prometida,
Doce odor nas papilas rigorosas do sabor.

bala com bala


Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor, de cansaço
Caiu nos meus braços
Sorriu e dormiu.
Eu só queria que não amanhecesse o dia
Que não chegasse a madrugada
Eu só queria amor, amor e mais nada.
Sempre que penso no Caetano me vem a lembrança desta música e do “Eu faço samba e amor”.
A música me preenche o espírito, me toma a alma, me invade a coluna.
Amor, música, amor.
Música amor e amor.
São o alimento da alma.
Quanto mais houver, mais se elevará o espírito.
É como uma anestesia que nos transporta a outro plano, outro portal, outro planeta.
Madrugada e amor
Samba e madrugada
Samba e amor
E a correnteza? A do rio! Aquela que vai levando aquela flor.
E eu me adormeci sorrindo, sonhando com nosso amor, sonhando com nosso...
E o morro da Mangueira? Bem em frente a ribanceira? Lá, onde uma cruz a gente vê.Aquela que quem fincou foi a Rosinha, que era cabrocha de alta linha e tinha nos olhos o seu não sei que?
Que isso minha gente!
Música é amor
Amor universal
Conecta com o Cosmo
O amor sideral !

Wednesday, October 24, 2007


SONHOS CALIENTES - Lu Tiby


SONHOS CALIENTES é o nome do meu primeiro livro, um romance de aventuras ambientado em Cuba, com boa dose de sensualidade, onde duas amigas vivem paixões, amores, romance e sexo.
O livro saiu pela editora ALLEY em setembro de 2006, tem 96 páginas e está à venda na Livraria Siciliano -
http://www.siciliano.com.br.
No site Leia Livro há uma resenha sobre ele: http://www.leialivro.com.br/texto.php?uid=15006.



Também saiu pela revista UMA de janeiro de 2007, um artigo meu dentro de uma série de dez ítens do que os homens não contam às mulheres:
10 coisas que os homens não contam pra gente. É mais fácil encontrar o Monstro do Lago Ness nadando na nossa banheira do que convencer os homens a revelarem o que eles escondem das mulheres. Mas, tcham tcham tcham tcham. UMA conseguiu!!! Confira e espalhe pras amigas hoje, agora, já! - GISELA RAO.
Leia a matéria toda - http://www.itodas.uol.com.br/portal/final/materia.aspx?canal=10&cod=1374.

7. Que já broxaram"O amor é um jogo. Um jogo de poder. Nessa relação, principalmente no seu início, homens e mulheres medem forças, seja no poder de sedução, no magnetismo pessoal, no charme, na beleza, na forma física e até em coisas inusitadas como cultura, futebol, quem fala mais línguas e melhor, enfim, um verdadeiro campeonato. O problema é que, por causa dessa disputa, ninguém quer ser o primeiro a mostrar suas fraquezas e defeitos para não dar ao outro alguma vantagem. Não que sejam realmente defeitos. Broxar todo mundo broxa. Basta o cara ter bebido umas a mais, ou aquele não ter sido um bom dia, ou muita pressão no trabalho, estresse... enumere. Um amigo que conheceu uma moça numa noitada de terça-feira, depois do trabalho, quando foi levá-la para casa às três horas da manhã e ela o convidou para subir, ouviu dele: "A essa altura, minha querida, se você gostar de pinto mole, vou levá-la à loucura". Foi sincero. Vocês lembram daquela cena hilária do Jack Nicholson em Alguém Tem Que Ceder, quando ele sai correndo pelo hospital com a bunda de fora? Pois foi por não querer admitir que tomara Viagra que ele fez toda aquela cena. Acontece que a sexualidade feminina é diferente da masculina. A mulher consegue transar em qualquer circunstância, mesmo sem tesão. Já o homem, fisicamente não funciona sem estar excitado. Ele broxa! Ocorre que a nossa cultura machista não perdoa essa falha e a considera um fracasso. Então ele tem o dever de "mostrar serviço" toda vez que é solicitado, o que é um grande absurdo, além de gerar um drama psicológico no pobre rapaz. Outro fator que leva alguns homens a não contar que algum dia já "falharam" é que, se com a mulher que ele estiver ele não fracassar, ela, então, poderá sentir-se poderosa, pois com ela ele não broxou! Já com a outra... E ele não quer dar a ela essa colher de chá (lembrem-se da disputa). Portanto esse é um assunto delicado para os meninos. Estamos pisando em terreno movediço. No entanto, se a mulher tiver a presença de espírito de capitalizar esse momento de fragilidade do seu homem sem diminuí-lo (afinal, broxar é humano), poderá com isso conquistar sua confiança e somar pontos preciosos para abrir a porta desse coração machista machucado, o que, no final, é o objetivo do jogo. Os dois ganham!"
Lu Tiby, autor de Sonhos Calientes (Alley)

Contatos com o autor, Lu Tiby, pelo e-mail:
lutiby@bol.com.br

 
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